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Gestão e fiscalização de contratos de obras públicas e serviços de engenharia sob as regras da Lei Nº 14.133/2021
Gestão e fiscalização de contratos de obras públicas e serviços de engenharia
março de 2026
Plataforma Zoom
- Apresentação
- Professores
- Ementa
Sobre
A contratação de obras e serviços de engenharia continua representando uma grande dificuldade para a administração pública. De um lado, por causa das especificidades envolvidas. Especificidades que passam por uma legislação própria, que complementa as disposições da lei geral, ao lado da necessidade de formação técnica e inscrição na entidade profissional competente. É muito grande a quantidade de detalhes envolvidos, que precisam atender regulamentações próprias e a jurisprudência dos órgãos de controle.
De outro lado, por causa dos grandes valores envolvidos, que acabam por gerar oportunidade de grandes desvios de recursos do erário se as cautelas necessárias não forem aplicadas adequadamente. É muito comum ouvirmos falar em sobrepreço e superfaturamento em obras, muitas vezes gerados por deficiências no processo de contratação; outras vezes, por deficiências na fiscalização da execução.
A nova Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021, incorporando disposições que, até então, constavam apenas de regulamentos, trouxe novas obrigações e novas cautelas a serem observadas, inclusive incorporando regimes de execução antes destinados a situações específicas. É indispensável que a administração pública se qualifica desde já para evitar dificuldades e problemas na transposição para o novo regime.
O presente Curso tem a finalidade de preparar os servidores da administração para a boa condução dos processos de contratação e execução de obras públicas, desde a fase de planejamento até o encerramento da execução contratual, passando pela fase de realização do certame licitatório, examinando os aspectos técnicos e práticos a serem cumpridos e as novas regras da Lei nº 14.133/2021, tudo de acordo com a mais recente jurisprudência dos órgãos de controle.
Objetivo
Preparar os servidores envolvidos para o planejamento, a realização do certame licitatório e a execução contratual das obras e serviços de engenharia, obedecendo as regras da nova Lei de Licitações e Contratos, a Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021.
Público-alvo
Servidores da administração pública, especialmente aqueles que atuam na contratação e execução de obras e serviços de engenharia.
Conteúdo Programático
I. Legislação Envolvida
- Conceito e finalidade
- O planejamento na contratação de obras públicas
- Elaboração do instrumento convocatório; cautelas a serem observadas; obrigatoriedades e vedações
- Servidores que deverão participar do processo
- Discussões na fase preparatória: participação dos especialistas das áreas técnicas e jurídica
II. Tipos de Contratos de Engenharia
- Formas e regimes de execução de obras: como podem ser classificados os regimes; características de cada regime; possibilidade de utilização; implicações do regime definido na licitação e na fiscalização da execução contratual; disposições legais; jurisprudência do TCU
- Tipos de contratos: contratos de escopo; contratos de prazo; contratos de obras; contratos de serviços; contratos de serviços contínuos com e sem dedicação exclusiva de mão de obra; contratos com obrigações de resultado; contratos com obrigações de meio; contratos de eficiência, contratos com remuneração variável
III. Elaboração dos Documentos Técnicos, Anexos Obrigatórios do Instrumento Convocatório
- Importância do projeto básico na gestão e fiscalização dos contratos de engenharia
- Estudos Técnicos Preliminares, anteprojeto, projeto básico e projeto executivo: diferenças, obrigatoriedades
- O cronograma físico-financeiro e o eventograma
- O Termo de Referência e sua utilização nas contratações de obras e serviços de engenharia
IV. As Regras do Edital e Seus Impactos
- Cumprimento das disposições da Lei nº 14.133, de 2021, devidamente adaptadas para a engenharia
- As novidades da Lei nº 14.133/2021 na contratação de obras públicas
- Elaboração do orçamento estimado: obrigatoriedade de definição dos preços unitários e global; o uso de referenciais oficiais e as alternativas legais; conteúdo e definição do percentual do BDI; custos máximos, preços máximos e BDI máximo
- Cronograma físico-financeiro: limites máximos de valor por etapa
V. Gestão e Fiscalização do Contrato e das Suas Condições Gerais
- Contrato administrativo: conceito
- Formalização do contrato administrativo
- As cláusulas essenciais
- Convocação para assinatura
- Recusa da execução após a assinatura do contrato
- Publicidade como condição de eficácia
- Prazos de vigência e de execução: a melhor interpretação das disposições legais para as obras e os serviços de engenharia; obrigatoriedade de estabelecimento formal
- Prorrogação dos prazos contratuais: hipóteses legais; prorrogação do prazo de execução; prorrogação do prazo de vigência; os contratos com vigência indeterminada
- Fiscalização da execução do contrato: designação obrigatória dos Fiscais e do Gestor; Comissão de Fiscalização; Fiscal da obra e Fiscal do contrato; vedações impostas pelo Princípio da Segregação
- Possibilidade de contratação de acompanhamento da fiscalização, inclusive o autor do projeto arquitetônico; responsabilidades da fiscalização e dos terceiros
- Atuação do gestor e dos fiscais: regras básicas; respeito ao limite de competência; obrigação da formalização das determinações; utilização do Livro de Ordem (Diário de Obras)
- Possibilidade de responsabilização dos fiscais por inexecução deficiente dos contratos de obras e serviços de engenharia
- A presença obrigatória do preposto do contratado; a questão do responsável técnico; exigência de engenheiro residente
- As regras genéricas do Decreto nº 7.983, de 2013 quanto à fiscalização de contratos de obras
- Diferenças fundamentais na atuação da fiscalização nas obras contratadas por empreitada por preço global e por empreitada por preço unitário; vinculação expressa ao cronograma físico-financeiro; como devem ser feitas as “medições” em cada uma das hipóteses; obrigatoriedade do cumprimento rigoroso da documentação técnica dos projetos
- Possibilidade da realização de pagamentos antecipados por materiais e equipamentos postos no canteiro; posicionamentos dos Tribunais de Contas
- Alterações contratuais: acréscimos e supressões; alterações quantitativas e alterações qualitativas; a mais recente interpretação; como calcular os respectivos limites; obrigatoriedade da formalização de aditivos; cautelas a serem obrigatoriamente observadas quando da elaboração de orçamento para alterações; regras em relação ao BDI
- Cautelas em relação ao “jogo de planilhas”; vedação à “química”, de acordo com a jurisprudência do TCU
- Equação econômico-financeira: manutenção do equilíbrio; hipóteses de reajustamento e de revisão; regras para o reajustamento dos preços contratados; índices a serem adotados e forma de contagem da anualidade
- A questão da subcontratação: quando e como pode ser admitida; quais os documentos que podem ser exigidos do subcontratado
- Acompanhamento dos prazos contratuais
- Cuidados a serem observados no pagamento de faturas: o novo regramento; a mais recente jurisprudência
- As garantias que podem ser exigidas; cautelas em relação ao seguro-garantia e à fiança bancária; os limites percentuais das garantias de obras; a cláusula de retomada e suas consequências
- Recebimento provisório e definitivo da obra: cautelas; segregação dos encarregados; prazos
- Inexecução do contrato
- Responsabilidades do contratado
- Devido processo legal
- Sanções que poderão ser aplicadas: efeitos da aplicação
- Rescisão contratual
- Responsabilidades do contratado após o recebimento definitivo: prazos legais; condições a serem obedecidas; cautelas a serem observadas por parte da administração
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O Professor Paulo Reis é Engenheiro Civil e Advogado, com mais de 40 anos de atividades na administração pública brasileira, especialmente em processos de contratação de obras, bens e serviços.
Exerceu por 10 anos a função de Presidente do Comitê de Licitações do Banco da Amazônia tendo sido, também, Pregoeiro da instituição pelo prazo de 4 anos. Foi Diretor-Geral do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, Assessor Especial da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Pará e Coordenador de Controle Interno da SEMEC. É Professor, aposentado, da Universidade Federal do Pará.
Doutrinador na área de licitações e contratos da administração pública, é autor dos livros OBRAS PÚBLICAS - MANUAL DE PLANEJAMENTO, LICITAÇÃO E FISCALIZAÇÃO e SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS - UMA FORMA INTELIGENTE DE CONTRATAR. É coautor dos livros LICITAÇÕES PÚBLICAS -HOMENAGEM AO JURISTA JORGE ULISSES JACOBY FERNANDES, LEI DAS EMPRESAS ESTATAIS e 101 DICAS SOBRE O PREGÃO